Pedalada na Ilha do Amor

Uma pedalada e dois lugares muito especiais para visitar na ilha do amor: um café na natureza e um banho no Mangue Seco!

Autora: Laís Souza
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Feriadão e uma pandemia envolvendo o mundo inteiro, o que fazer? Tanta energia para gastar, tanta vontade de viver, de sentir, de se reunir, de compartilhar o momento de renascimento de Jesus, mas também o de cada ser humano, agradecendo a saúde e mais um dia de vida. Foi com esta mentalidade e energia, que cinco jovens decidiram embarcar em uma aventura de conhecer um pouco melhor da Ilha do Amor de bike.

O trajeto era de aproximadamente 60km e prometia um dia inteiro de esforço físico, mas também de belas paisagens, altas vibrações e bons encontros. A Ilha do Amor, apesar de cercada de rio e mar, é também área urbana com poucos lugares que celebram a natureza. Mas o Viveiro Tracoá, lugar como um pequeno zoológico, consegue conservar cuidadosamente as belezas da natureza em um ambiente muito agradável para se tomar um café da manhã junto à natureza. Possui também jogos e atividades de raciocínio e coordenação para crianças e adultos. Outro ponto especial, recém descoberto pelos ludovicences, é a praia do Mangue Seco. Cheia de beleza, é necessário atravessar o mangue, repleto de pequenos caranguejos até chegar à praia onde a maré pode estar cheia ou muito sequinha, fazendo com que tenhamos que caminhar por uma larga faixa de areia para chegar até a água morninha do mar. O banho é uma delícia.

Partimos do bairro Jardim Renascença às 07h e seguimos pela linda orla da Av. Litorânea, com sua marcante estátua dos Pescadores. Com a extensão do novo trecho da Litorânea, foi possível pedalar por 09km ao lado do mar e nesse meio tempo tomar uma água de coco docinha de R$2, no Coco do Negão, no Olho d’Água.

A próxima parada foi encontrar a Ana, na avenida dos Holandeses, que a mais de 5 anos eu não via! Após diversas subidas malhando as perninhas, encontramos Ana e fizemos uma paradinha num posto para respirar um pouco e pegar uma sombrinha, porque o sol de São Luís às 08:30h já estava bem forte.

Saindo então da Avenida dos Holandeses, e pegando a estrada de Ribamar, teríamos 16km até chegar no Viveiro Tracoá. O trecho é razoavelmente plano, mas tinha umas ladeiras que em alguns momentos exigia que parássemos numa sombra para um pequeno descanso e para beber água.

Após mais ou menos 50 min de pedal, finalizamos a Estrada de Ribamar e chegamos com sucesso no Viveiro, onde pudemos ficar descalços e sentir ainda mais a energia da natureza. Tomamos um café da manhã delicioso, com alguns quitutes típicos do nordeste, e passeamos pelo pequeno zoológico com emas, bodes, galinhas da angola, e outros animais. Depois fomos para os brinquedos. Além de nós, apenas 2 famílias estavam aproveitando o local, tudo muito tranquilo. Teve jogo de xadrez, pebolim gigante e alongamento para restabelecer a energia e seguirmos para nosso próximo destino. 

Quando deu 13h, o sol estava mais forte que nunca. Nos protegemos com bastante protetor solar e seguimos o caminho de volta a estrada de Ribamar. Dessa vez, com mais paradas do que na ida, demoramos em torno de 1:10h para atravessarmos este trecho de 16km pelo acostamento. Vencendo esta etapa, só conseguimos pensar no banho de praia para refrescar!

Paramos na casa de parentes da Ana para pegarmos água e tivemos uma aula de história daquela reunião, sobre a variação da maré, os hábitos do pessoal ali e daquela família.  Foi muito bom poder aproveitar um lugar tão especial sabendo mais sobre as pessoas que nele vivem.

Loucos pela praia tivemos de atravessar o mangue e um pequeno rio, aliviando já um pouco do calor. Chegando encontramos a barraca da dona Rosa, uma área aberta onde estavam algumas mesas e uma pequena área fechada onde havia uma cozinha e provavelmente a casa de uma família. Colocamos a roupa de banho e logo após pedir a comida, fomos entrar naquela água morninha para relaxar o corpo. Estava maravilhoso. Depois voltamos e nos deliciamos com a Peixada Escabeche, prato tradicional da Ilha – tudo muito bem servido.

Voltando do mar, o peixe a escabeche já estava pronto só esperando por nós, e estava uma delícia também. Descansamos um pouco e às 17h nos preparamos para retornar, como a maré atingiu a baixa às 16:40h, estava tranquilo voltar de bike pela areia da praia e olhando diretamente para o pôr do sol. A paisagem estava linda!

A Ana se separou da gente na praia do Araçagi, mais perto da sua casa. Nós ainda tínhamos de continuar até o Renascença, mais uns 12km. Com o sol se pondo, presenciamos o céu adquirindo lindas cores alaranjadas e vermelhas, até a noite cair. Mas nossa vontade era de pedalar até o infinito! Estávamos nos sentindo muito bem! Foram 12km deliciosos!

Chegando ao final da Litorânea, subimos para a rua e voltamos pra casa, chegando às 19h! Ou seja, 12h fora de casa e 8:30h pedalando! Foi um passeio incrível  e perfeito.

Sem dúvida, nesta sexta-feira Santa finalizamos o dia realizados, cheios de adrenalina, endorfina, dopamina naturais e uma sensação de satisfação de mais um dia muito bem aproveitado, com ótimos encontros e uma energia maravilhosa da natureza. Assista no vídeo abaixo para ver todo o trajeto!

Na Ilha do Amor existem diversos trajetos possíveis de serem realizados de bike, e percebe-se que os grupos de bike tem crescido cada vez mais, principalmente neste momento de pandemia.

A bike permite deslocamentos mais distantes e te dá uma perspectiva diferente da cidade, dando uma enorme sensação de liberdade, e percebemos melhor nosso entorno, além de ser uma ótima atividade, para a mente e para o corpo.

E você, quando vai pedalar?

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