Reportando Abelhas e Cultura: Meliponicultura e Apoio Cultural na Aldeia Indígena Printi-Pàr

Saiba como foi o projeto, que apoiou biodiversidade local, resiliência da comunidade, educação e proteção do patrimônio cultural e soberania alimentar e segurança econômica na aldeia Printi-Pàr.

Authors: Deborah Happ and Ana Rosa de Lima
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O Projeto Meliponicultura e Apoio Cultural na aldeia indígena Printi-Pàr teve como objetivo estabelecer e guiar a prática de meliponicultura na aldeia e, dessa forma, oferecer uma alternativa produtiva e ambientalmente sustentável para a comunidade local, que enfrenta desafios sociais, ambientais e culturais amplificados por ela estar localizada no centro do arco do desmatamento. O território indígena é impactado diretamente pelos avanços industriais da região, pois é cortado pela ferrovia que liga a Província Mineral de Carajás ao porto de São Luís e pela linha de transmissão de energia elétrica da Eletronorte, originária da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.
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O projeto teve como visão principal impactar positivamente biodiversidade local, resiliência da comunidade, educação e proteção do patrimônio cultural e soberania alimentar e segurança econômica. Estas atividades fizeram parte do projeto realizado em 2021, fruto da parceria entre a ACT-Brasil, a Rede Meli (Meli Bees Network gUG) e a Associação Indígena Mpaja Mar Kaxuwari Parkatejê.

O projeto foi iniciado quando a aldeia era chamada Printi-Pàr. Porém, o nome da aldeia foi recentemente alterado para Tokurykti Jõkrikatejê.

A primeira fase desse projeto contemplou as seguintes atividades:
• uma Oficina de Contação de Histórias e Fotografia;
• uma Oficina de Meliponicultura e Estabelecimento de Meliponário Coletivo na Aldeia; e
• o primeiro Acompanhamento de Atividades de Meliponicultura.

Oficina de Contação de Histórias e Fotografia

Compreendemos a Oficina de Contação de Histórias e Fotografia o como um momento de troca com a comunidade, com objetivo de melhor conhecer o contexto, desafios e desejos da comunidade. Essa atividade propôs o engajamento dos membros e fortalece a resiliência da comunidade, além de a educação e proteção do patrimônio cultural.

A Contação de Histórias locais é um momento de ouvir e valorizar as histórias da comunidade. As “histórias” podem ser variadas, como a “história” de como construir um artigo da comunidade ou a “história” do cozinhar um prato típico da comunidade.

Inserimos a temática de fotografia ao percebermos, em conversas prévias, o interesse no tema por parte de membros e líderes da aldeia.
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Membro da Comunidade Printi-Pàr participa da oficina de Contação de Histórias da Meli. Foto por Nubia Suriane.
Membro da comunidade Printi-Pàr e Cynthia de Lima participam da oficina de Contação de Histórias. Foto por Nubia Suriane.
Cythia de Lima e membra da comunidade Printi-Pàr lêem histórias produzidas na oficina de Contação de Histórias. Foto por Nubia Suriane.
Membra da comunidade Printi-Pàr posa com sua máquina fotográfica, pronta para a oficina de fotografia. Foto por Nubia Suriane.

Oficina de Meliponicultura

Já a atividade Oficina de Meliponicultura e Estabelecimento de Meliponário Coletivo na Aldeia foca no desenvolvimento da atividade de meliponicultura, criação racional de abelhas sem ferrão, com objetivo de impactar positivamente a biodiversidade local e a soberania alimentar e segurança econômica.

As abelhas sem ferrão são nativas dentro da área de trabalho, o território indígena Mãe Maria, e por isso o conhecimento local sobre tais espécies, bem como as melhores formas de interação com elas, é fundamental. É importante destacar também que as abelhas prestam serviços ecossistêmicos vitais para o meio-ambiente local. O desenvolvimento da meliponicultura fortalece também a produção de alimentos locais e levanta o potencial de uma atividade produtiva para a comunidade.

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Crianças da comunidade Printi-Pàr observam as abelhas durante a oficina de Meliponicultura. Foto por Rayda Lima.
Colmeia de abelhas nativas. Foto por Rayda Lima.
Criança da comunidade Printi-Pàr prova mel do favo. Foto por Rayda Lima.
Abelhas nativas, sem ferrão. Foto por Rayda Lima.
Agentes da Meli e comunidade Printi-Pàr após oficina de Meliponicultura. Foto por Rayda Lima.

Baixe e leia nosso relatório completo aqui.

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